Need for Speed: The Run - Análise

novembro 30, 2011 Nilda Silva 0 Comentários

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"The Run" é um jogo de corrida e perseguição bem divertido, ainda que apresente falhas que o deixam bem atrás de "Hot Pursuit", maior sucesso recente de "Need for Speed". Sua longa corrida através da América é uma boa idéia, mas poderia ser melhor executada. Já as passagens fora do carro devem ser deixadas para trás, em alguma curva na estrada da série "Need for Speed".

Olha aí meu filho Breno me ensinando a jogar!
 
Introdução

"The Run", mais recente game da série "Need for Speed", traz 2 novidades para a franquia da Electronic Arts: trechos de ação a pé e corridas em cidades reais dos Estados Unidos. Com isso, o jogo tenta alcançar o sucesso de "NFS: Hot Pursuit", de 2010. Tenta, mas não consegue.


Pontos positivos

Velocidade máxima
Belas paisagens
Desafios extras

Pontos negativos

A história não é das melhores
Trechos fora do carro
Pausa constante na ação
Retorno automático
Poucas garagens


Pontos positivos


Velocidade máxima


O principal elemento de um bom "Need for Speed" é a corrida em alta velocidade. "The Run" transmite bem a sensação das corridas e perseguições e oferece uma boa gama de veículos para os jogadores.

"The Run" é um jogo de corrida no melhor estilo "arcade", como "Hot Pursuit" e "Burnout", por exemplo. Sua maior preocupação aqui é desviar dos carros comuns, acelerar, saber a hora de usar o nitro e derrapar nas curvas, sempre em busca de uma posição melhor na longa corrida até Nova York.

O jogo oferece uma boa quantidade de carros, desde potentes "muscle cars" norte-americanos até esportivos luxuosos de alta perfornance, todos licensiados de bólidos reais. Cada tipo de carro possui características diferentes, como a velocidade máxima ou uma melhor capacidade de manobra.



Belas paisagens


"Need for Speed: The Run" utiliza o motor gráfico Frostbite 2, da DICE. É a mesma tecnologia por trás de "Battlefield 3". Se nas cidades o jogo não impressiona muito, quando a corrida é em campo aberto, "The Run" mostra do que é capaz, com cenários muito bonitos. As paisagens são acompanhadas por efeitos de luz solar, corridas noturnas e atalhos por estradas de terra, assim como uma grande quantidade de elementos na tela: como placas de trânsito, cercas de madeira, latas de lixo e outros obstáculos que podem ser atropelados.

Tanto as cidades quanto as estradas são baseados em locais reais dos Estados Unidos, como Las Vegas ou o Death Valley. O jogo oferece apenas 3 câmeras - para-choque, capô e atrás do carro - mas os modelos dos veículos convencem, ainda que não sejam tão detalhados quanto em "Gran Turismo 5" ou "Forza 4", por exemplo. Os carros sofrem danos durante a corrida e as batidas mais fortes rendem cenas espetaculares.

Desafios extras



Não há muitos modos de jogo durante a campanha de "The Run": você disputa posições em trechos pré-determinados do game, tenta alcançar check points em um tempo específico em outras partes, foge da polícia e duela com rivais para chegar em primeiro lugar. Mas conforme avança, você libera desafios extras, em que precisa cumprir tarefas específicas. Em troca, recebe novos veículos.

Há também corridas multijogador para até 8 pessoas e o tradicional Autolog, a rede social dos games de corrida da Electronic Arts, que mantém você informado sobre a performance dos seus amigos - e desesperado para bater os tempos deles.

Pontos negativos


A história não é das melhores
O game tem uma história bem simples: você é Jack Rourke, um piloto de rua que deve um bocado de dinheiro para os sujeitos errados. Para levantar a grana, participa de uma corrida épica, com 200 participantes, que atravessa os Estados Unidos de San Francisco até Nova York.

O roteiro é ruim, até mesmo para um "Need for Speed", mas ao menos é deixado de lado durante a maior parte do tempo. Os atores que interpretam Jack e sua bela amiga Sam tem seu talento desperdiçado por modelos que não transmitem emoção alguma.

De tempos em tempos, o jogo lembra da história e tira Jack do carro - o que sempre é ruim - ou coloca algum rival em seu caminho. Até aí, tudo bem, mas é bizarro você derrotar um rival, ficar com seu carro e ver o malandro reaparecer na sua frente, horas depois.

Trechos fora do carro


Quando Jack está fora do carro, você se limita a pressionar os botões que surgem na tela para levar o herói de um lugar para outro, fugir da policia, escapar de acidentes e outras tarefas que seriam mais divertidas se você de fato controla-se o personagem. Se errar um comando, o game retorna ao último check point e você repete a ação, até acertar.
As cenas não são tão emocionantes quanto os produtores gostariam e o apertar de botões é enfadonho. Do jeito que está, era até melhor se esses momentos de "The Run" fossem apenas animações contando a história do jogo.

Pausa constante na ação

A premissa de "The Run" é uma corrida contínua de San Francisco até Nova York. Na prática, não é assim que acontece. Basicamente, você disputa trechos em que precisa ultrapassar uma quantidade determinada de oponentes.

Para piorar, entre uma prova e outra o jogo pausa, para mostrar seu resultado, preencher a barra de evolução do jogador e sua posição em comparação com os colegas no Autolog, quebrando toda a tensão da partida.

Retorno automático


Outra coisa que quebra o ritmo da partida é o sistema de retorno, que pode ser ativado pelo jogador mas geralmente é automático, quando rola uma batida mais forte, uma capotagem ou seu carro voa para fora da pista. Infelizmente, o sistema também é ativado quando seu carro quase capota e você fica com a sensação de que ia colocar o veículo de volta no chão ou em outros acidentes de resultado duvidoso.

Você tem uma quantidade limitada de retornos em cada corrida e se usar todos e mesmo assim precisar de outro, será necessário voltar para o começo da prova - e por isso a aplicação automática dessa mecânica é tão desagradável.

Poucas garagens


Exceto por determinados trechos da história, você só pode trocar de carro em "The Run" ao passar por dentro de um posto de gasolina. Infelizmente, isso não é tão fácil e os postos não são muito frequentes durante as corridas, o que complica a escolha do veículo. Você pode pegar um "muscle" possante para disputar uma corrida cheia de retas para logo em seguida descobrir que precisa subir uma montanha sinuosa, repleta de curvas fechadas - e para seu desespero, o próximo posto só vai aparecer muitos quilômetros depois.

Fonte: UOL

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