Manual de etiqueta: quem presentear no Natal?

dezembro 03, 2011 Nilda Silva 0 Comentários


Olá pessoal, boa tarde!

Dezembro é o tradicional mês de presentear familiares e amigos. É também a época de mostrar que você se preocupa com as pessoas que fazem parte da sua vida durante todo o ano, mesmo que à distância. Mas sempre fica a dúvida: quem e como presentear, para não passar por nenhuma saia justa ou extrapolar o orçamento?

A publicitária Regina Martha Riscala, 54, começa a pensar na lista de Natal antes mesmo das lojas investirem nas decorações. Ela também faz questão de guardar algumas lembrancinhas para dar aos amigos como forma de retribuição. Mas nem todos conseguem se organizar com tanta antecedência –e, por vezes, o orçamento fica apertado para agradar a tanta gente.

Para traçar um pequeno manual de etiqueta do presente, três especialistas na área: o consultor de etiqueta e comportamento Fábio Arruda, a consultora em imagem, protocolo e organização de eventos Cristina Marques Fernandes e, também, Maria de Fátima e Silva, consultora da Gelre, empresa especializada em Recursos Humanos dá algumas dicas : O que comprar? Com quanta antecedência? Quando devemos entregar as lembrancinhas? Confira as orientações para não errar.

Quem devo presentear?

Planeje:
Para evitar lojas e shoppings cheios –e o consequente mau atendimento e cansaço–, nada como se organizar e comprar os presentes com antecedência. O ideal é que as compras estejam completas pelo menos duas semanas antes do Natal, para ter uma folga de tempo caso alguma coisa fuja do previsto.

Segundo Cristina Fernandes, o ideal mesmo é que a lista de presentes seja pensada com a maior antecedência possível. “Dois meses é um ótimo prazo, mas isso depende da extensão da lista de pessoas a presentear”, ensina.  Outra dica importante é manter uma lista com os presentes que se dão todos os anos, para evitar repetições. “A memória pode nos trair”, afirma a consultora.

Retribuir?
Para Fábio Arruda, se alguém for presenteado mas não tiver nada na hora para retribuir, o melhor a fazer é agradecer e na sequência mandar um presente. “Nada de inventar desculpas”, diz. E também não é preciso comparar os preços: “Não é porque alguém deu um presente caro que temos que presentear no mesmo valor. O importante é retribuir”, orienta.

Dar um presente caro só mesmo se for para alguém muito próximo ou para um prestador de serviço que te acompanha o ano inteiro, alerta Arruda. “Caso contrário, a situação só cria constrangimento, e essa não é a ideia do Natal.”

Amigo secreto
Presentear no trabalho pode ser arriscado. Por não conhecer tão bem as pessoas, pode-se escolher algo que desagrade, ou criar ciúmes ao presentear um e não outros. “Se a pessoa fizer questão de distribuir presentes, então deve escolher algo barato e igual para todos”, recomenda a consultora Maria de Fátima.  

Uma boa forma de evitar desconfortos com os colegas é participar do amigo secreto. “O ideal é que se estabeleça uma faixa de preço para evitar constrangimentos”, sugere a consultora. Afinal, esse é um ótimo momento para a socialização, algo divertido para a equipe.

Lembrancinhas
Na dúvida sobre o que comprar? 

Cristina lembra que existem alguns produtos fáceis de agradar e que não custam tão caro. “Uma planta, uma caixa de bons chocolates ou mesmo produtos gourmet como uma bonita caixa de café, chá ou especiarias de qualidade superior são ótimas escolhas”, diz.

Objetos cortantes, artigos de toilette e qualquer objeto que possa ser considerado uma invasão de privacidade, como roupas íntimas e flores, devem ser evitados.

É perfeitamente aceitável que os presentes sejam entregues com as respectivas etiquetas de troca, como forma de evitar desperdícios e dando liberdade ao presenteado. “Acrescente sempre um toque pessoal: um embrulho realmente bonito e cuidado, um cartão com uma mensagem personalizada. Entregue com delicadeza e, se for o presenteado, receba com satisfação e reconhecimento”, recomenda.

“Nossa prioridade são as pessoas mais próximas, para quem realmente queremos demonstrar afeto”, ensina o consultor de etiqueta Fábio Arruda. Claro que a lista pode ser mais extensa: tudo depende do interesse em desenvolver relações sociais e profissionais.  É preciso, porém, manter o bom senso e ficar atento ao orçamento disponível. “O Natal é também uma ótima ocasião para presentear pessoas que habitualmente nos prestem serviços e a quem claramente estamos gratos por algo”, diz.

Para Arruda, toda gentileza gera gentileza. Ele sempre prepara uma lembrança especial para todos os seus prestadores de serviço. “Um panetone em uma embalagem bonita, por exemplo, mostra que você pensou naquela pessoa e que se importa com ela”, garante.

Quando somos convidados para uma festa de Natal, é preciso comprar presentes para todos os convidados ou só para os donos da casa?

 Arruda aconselha a levar um mimo para cada pessoa, mas alerta que não é uma regra. “O importante é nos preocuparmos com os menores e com os mais velhos. Nada impede que os anfitriões também sejam agraciados. Você pode levar um vinho para o jantar, por exemplo.”

Fonte: UOL

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